segunda-feira, 17 de março de 2014

O PRIMEIRO NÃO

Celular toca, número desconhecido. Recebi uma ligação!! Maravilha, tenho uma entrevista amanhã para monitora de exposição! Ufa...

Dia seguinte, fui arrumadinha e feliz da vida por ter uma entrevista. Lá, esperei um pouco e as mulheres do RH me chamaram: 

- Você já trabalhou com monitoria? 
- Não... primeira vez. 
- Nós achamos seu currículo muito acima da vaga, será que se adaptaria? 
- Claro! Dou aula de teatro também, gosto de ensinar. 
- Hum... você não ligaria, então? Vejo que você tem bastante experiência em produção.
- Claro que não! Eu quero entrar no universo de museus, casas culturais, porque quero trabalhar com produção cultural.
- Bom, a vaga é para trabalhar de terça à domingo, das 15h às 21h até dia 12 de janeiro. Aqui temos o departamento de produção, às vezes se interessam. Aguarde um pouco lá fora enquanto eu converso com a outra menina, por favor. 

Aguardei a próxima a ser entrevistada, e depois nós duas aguardamos o RH. Em conversa com a menina ao meu lado, descobri que minha função não seria educar ninguém, apenas ficar olhando parada os passantes, pedindo para evitar tocar nas coisas, não amontoar... 

- Sério?! Eu pensava que era pra explicar... 
- Não! Isso é coisa do educativo! Aqui é tranquilo, é só ficar parada. Passa rápido. 
- Ai gente... não sei... do jeito que eu sou, não aguentaria ficar parada olhando por 6 horas. 

A menina do RH anuncia que fomos contratadas. Ai meu Deus... o que eu faço? Ligo pro meu namorado e explico a situação: "Tenho outros compromissos até o final do ano, e se eu aceitar, não vou conseguir realizar... não iria aguentar ficar que nem segurança durante 6 horas! Eu ia morrer de ansiedade!"... "Bia, faz o que você acha que deve fazer. A decisão é sua...". 

Eu tenho uma regra pra mim: se fico muito tempo pensando em um assunto só e ele é sempre negativo, é melhor não fazer. Foi o que eu fiz: conversei com quem mais poderia me falar sobre as tarefas da vaga e concluí que não era para mim, não aguentaria. Falei com o RH e pedi mil perdões, dizendo que tinha outros compromissos que teria que cancelar, mas que já estavam marcados desde o início do ano. Além disso, disse que se fosse para ensinar, falar com o público, aceitaria sem medo! 

Me senti mal pela pequena confusão, mas satisfeita por ter sido sincera de não ter aceitado a primeira proposta, por mais que eu não soubesse se a segunda viria rápido. Afinal, estava há pouco tempo desempregada, e sabia que precisava passar por mais coisa. Não era a hora... cheguei em casa tranquila.

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